GLOBAL TEST INSPEÇÕES TÉCNICAS E TREINAMENTO PESSOAL

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REALIZAMOS INSPEÇÕES TÉCNICAS E CURSOS DE ENSAIOS NÃO DESTRUTIVOS

Espaço Beleza-Salão e Treinamentos

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Salão de Beleza em Vila Isabel

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Prefeitos do RJ estudam reação à proposta

Os prefeitos dos municípios fluminenses que se beneficiam dos royalties do petróleo se reuniram nesta quinta-feira, em Niterói, para discutirem uma reação à proposta dos governadores nordestinos de reduzir os royalties dos municípios produtores de petróleo nas áreas já licitadas do pré-sal.Durante a reunião, os prefeitos Eduardo Paes (Rio de Janeiro), Jorge Roberto da Silveira (Niterói), André Mônica (Araruama), Washington Quaquá (Maricá) e Franciane Gago Motta (Saquarema) trataram do impacto que a proposta dos governadores do Nordeste causará no orçamento dos municípios. Eles também começaram a esboçar uma estratégia para impedir que o acordo vá adiante.Para Eduardo Paes, "o que estamos tratando é algo muito grave: não se pode mudar o que já está em contrato, o que já está previsto para o orçamento. Não é admissível que qualquer ator político faça um acordo com base nesses termos prejudiciais à metade da população do Rio de Janeiro".
(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/Com agência Brasil)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Petrobras investe em supercomputador para explorar pré-sal


A Petrobras acaba de concluir o projeto Galileu, que consiste na instalação de um supercomputador com capacidade de 160 teraflops - o equivalente à realização de 160 trilhões de cálculos por segundo. O projeto envolveu uma parceria com cinco universidades e investimento de R$ 24,2 milhões. O supercomputador é o maior da América Latina e figura entre as 30 máquinas mais velozes do mundo, de acordo com um levantamento feito pela organização americana Top 500.Essa "supermáquina", na verdade, é constituída por 3,3 mil processadores e mais de 13 mil servidores (computadores de grande porte) que operam em conjunto, o chamado cluster. Todo esse aparato está instalado em cinco instituições - Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade de São Paulo (USP). A última etapa do projeto foi concluída nesta semana, com o início das operações do sistema na USP, que recebeu investimento de R$ 10 milhões.O gerente-geral de gestão tecnológica do centro de pesquisas (Cenpes) da Petrobras, José Roberto Fagundes Netto, observa que a maioria das universidades com as quais a estatal mantêm parceria em pesquisas precisavam de infraestrutura adequada para desenvolver novos produtos e tecnologias em menos tempo. "Faltava infraestrutura ou havia equipamentos obsoletos. O desafio com o pré-sal é criar uma infraestrutura que torne o país independente em termos de pesquisa", diz.A opção da empresa foi investir inicialmente nessa estrutura física. Pela legislação, a Petrobras é obrigada a investir 1% da receita bruta gerada por campos gigantes (com capacidade de extração superior a 1 bilhão de barris) em pesquisa, sendo que 50% desse total deve ser aplicado em instituições nacionais. Nos últimos três anos, a Petrobras investiu R$ 1,8 bilhão em recursos nas chamadas redes temáticas. São redes de pesquisa que a estatal mantém em parceria com universidades e que incluem projetos como o Galileu.Neste ano, o investimento nas redes temáticas foi de R$ 490 milhões, com projeção de R$ 400 milhões para 2010. "A maior parte dos recursos foi utilizada até agora na instalação de infraestrutura, mas a expectativa para os próximos anos é de que 60% dos recursos sejam aplicados em pesquisa pura e aplicada, o que representará um ganho em termos de resultados", afirma Fagundes.A conclusão do projeto Galileu exemplifica o rápido avanço dos equipamentos de alto desempenho (conhecidos como HPC ou High Performance Computing). Antes desse projeto, a Petrobras já havia lançado um supercomputador no Brasil. No ano passado, com investimento de R$ 5,8 milhões, a estatal criou o Netuno, instalado no Núcleo de Computação Eletrônica (NCE) da UFRJ, que possui uma capacidade de 16 teraflops e é composto por 256 servidores.Juntos, o projeto Galileu e o Netuno vão ajudar a compor a Grade BR, composta por cerca de 14 mil núcleos de processamento e uma capacidade total de 200 teraflops. Essa rede fornecerá infraestrutura computacional suficiente para que 300 pesquisadores das universidades envolvidas desenvolvam novos programas e simuladores para os trabalhos de pesquisa e perfuração de poços do pré-sal.No ano passado, o Brasil dispunha de dois supercomputadores de alto desempenho, mas apenas o Netuno entrou no ranking elaborado pela Top 500. A USP também já operava um supercomputador com capacidade de 3,6 teraflops, que chegou a ser elencado em edições anteriores do estudo da Top 500.Neste ano, em setembro, a Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (Unesp) iniciou o uso do seu GridUnesp, de 33,3 teraflops, e que recebeu investimento de R$ 3,6 milhões. O cluster está distribuído em uma rede que integra 2.944 unidades de processamento, distribuídas em sete polos de acesso, nos campi de São Paulo, Araraquara, Bauru, Botucatu, Ilha Solteira, Rio Claro e São José do Rio Preto.Até janeiro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também prevê concluir o processo de licitação para aquisição de um supercomputador de 15 teraflops. A proposta de licitação foi anunciada no ano passado e prevê um orçamento de R$ 50 milhões, dos quais R$ 35 milhões serão investidos pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Outros R$ 15 milhões virão da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), informou o Inpe. Quando concluído, esse cluster constituirá um dos seis maiores centros mundiais de previsão numérica de tempo e clima e de modelagem de mudanças climáticas.Esses projetos não figuram no ranking mais recente da Top 500, publicado em novembro, mas, juntos, farão com que o Brasil se aproxime da Índia, que hoje dispõe de três supercomputadores, que, juntos, somam uma capacidade próxima a 279 teraflops. Os supercomputadores da Petrobras, mais os equipamentos da Unesp, da USP e do Inpe, chegam a 252 teraflops de capacidade.Trata-se de um número pequeno em comparação com os países desenvolvidos. O supercomputador mais potente do mundo é o Jaguar, localizado em uma unidade do Departamento de Energia dos Estados Unidos. Sozinho, o equipamento tem capacidade de 1,76 petaflops (quatrilhões de cálculos por segundo), ou mais de dez projetos Galileu juntos. Ainda assim, a evolução dos investimentos em supercomputadores no Brasil é significativa considerando que a capacidade das máquinas instaladas no país não chegava a 20 teraflops em 2008.Para o gerente de desenvolvimento de mercado da Intel (fornecedora dos processadores do projeto Galileu), Marcel Saraiva, o mercado brasileiro de supercomputadores tende a crescer com mais vigor nos próximos anos, dada a procura recente pelo setor empresarial. Segundo ele, empresas como Volkswagen e Embraer já dispõem de equipamentos do tipo para a realização de simulações e testes no Brasil. "Além dos setores automotivo e de aviação, as indústrias farmacêuticas também avaliam a instalação de supercomputadores no Brasil", diz Saraiva.


(Fonte: Valor Econômico/Cibelle Bouças, de São Paulo)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Retorno das atividades do Blog dos END

Bom dia à todos que acompanham de alguma forma nosso blog.
Venho pedir desculpas por não ter atualizado o mesmo no último mês, mas devido ao excesso de trabalho tive que deixar um pouco de lado.
Mas voltaremos com tudo em breve.
Abraços,
Leonardo Barros.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Agradecimento ao sucesso do blog!!!

Agradeco a todos que estao divulgando de alguma forma o Blog, pois os acessos sao inumeros e crescem a cada dia, isso prova que nossa area de atuacao, esta da mesma forma crescendo.
Aproveito para mandar mais uma vez um super beijo para minha esposa Adriana e para meus filhos, Gustavo, Lucca e Luan.
Saudades...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Odebrecht consegue US$ 1,5 bilhão para plataforma

A Odebrecht Óleo e Gás fecha hoje a obtenção de uma linha de crédito de US$ 1, 5 bilhão para a construção de dois navios de perfuração licitados pela Petrobras em julho do ano passado. O contrato, feito na modalidade project finance com um grupo de 14 instituições financeiras, estava para ser fechado desde o fim de 2008, mas o cronograma acabou sendo adiado em função da chegada da crise financeira. Trata-se do primeiro contrato de financiamento de longo prazo fechado este ano dentro do pacote de 12 plataformas licitadas pela estatal em 2008.

Segundo o presidente da Odebrecht Óleo e Gás, Miguel Gradin, trata-se do maior contrato na área de exploração offshore fechado este ano no país, marcando a volta da liquidez aos projetos do setor. Apesar do atraso na conclusão do financiamento, a entrega dos navios não será comprometida, e está mantido o prazo previsto para o primeiro semestre de 2011 - antes mesmo do prazo estipulado pela Petrobras, garante o executivo.

A Odebrecht já havia conseguido um empréstimo-ponte no ano passado para dar início aos trabalhos, e há três meses uma das plataformas já está sendo construída na Coreia, pela Daewoo. As duas unidades, batizadas Norbes 8 e 9, têm capacidade para perfurar em lâmina d'água com mais de 3 mil metros, o que as habilita a trabalhar no pré-sal. A Odebrecht vai fornecer os navios como afretadora - ou seja, vai construir e alugar as unidades - e operar por dez anos as plataformas para a Petrobras. O investimento total pela Odebrecht na construção é estipulado em US$ 1,7 bilhão.

A linha de crédito obtida pela Odebrecht foi fechada com um conjunto de 12 bancos: Santander, Société Générale, BNP Paribas, Banco do Brasil, Banco Espírito Santo, Calyon, HSBC, Banco Caixa Geral, NIBC, ING, West LB e CIC. As participações de cada um variaram de US$ 25 milhões a US$ 100 milhões. Entraram também as agências de fomento da Coreia, o Korean Eximbank, e da Noruega, o Giek, principais fornecedores dos projetos. O prazo do financiamento será de oito anos com os bancos privados e de dez anos com as instituições de fomento, com carência de dois anos.

A licitação realizada pela Petrobras no ano passado para 12 plataformas tinha um valor total estimado em US$ 8 bilhões, e faz parte de um grande plano de expansão da capacidade de estatal, totalizando 40 plataformas a serem entregues até 2017. A primeira licitação foi surpreendida pelo início da crise financeira, e até o começo do ano temia-se pelo andamento dos projetos. Agora a estatal já fala em lançar uma nova licitação para construir mais 28 sondas de perfuração voltadas a operações em águas profundas e ultraprofundas - parte delas deverá ser construída no Brasil. As propostas devem ser apresentadas até o início de 2010, e as unidades deverão ser entregues entre 2013 e 2017.

(Fonte: Valor Econômico/Fernando Teixeira, de São Paulo)

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Falta de Tempo!!!

Boa noite à todos que de alguma forma acompanham o Blog Dos END.
Venho aqui me desculpar por não estar atualizando tanto o Blog ultimamente, mas é porque o trabalho está exigindo muito de mim, mas como promessa pra mim, é sim dívida, ainda encontrarei tempo de colocar as I.T's de LP que proeti e o questionário de PM.
Continuo reforçando o pedido que a spesssoas que tenham material que queiram ompartilhar conosco fiquem à vontade e me enviem um e-mail.
Bom por hoje é só isso.
uma grande abraço,
Leonardo Barros.

Aproveito também para mandar um grande beijo às minha paixões, que são minha esposa Adriana e meus queridos filhos: Luan,Lucca e Gustavo

Amo muito vocês, estão sendo importantes para mim neste momento.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Programa Estagiário GERDAU Rio de Janeiro - 2009 Nível Técnico CONSTRUA SEU FUTURO

EM ALICERCES DE AÇOA GERDAU, líder no segmento de aços longos nas Américas e uma das maiores fornecedoras de aços longos especiais no mundo, contratou a parceira ON TIME RECURSOS HUMANOS para recrutar e selecionar estagiários para a Unidade GERDAU Santa Cruz/Rio de Janeiro.Os requisitos para sua inscrição:
Conclusão no final de 2009 do Curso Técnico de Mecânica, Elétrica, Eletrônica, Edificações, Segurança do trabalho ou Logística;
Conclusão da graduação no final de 2010 no Curso de Tecnólogo de Siderurgia;
Conclusão da graduação no final do 1º semestre de 2011 no Curso Superior em Administração de Empresas ou Engenharia Metalúrgica, Mecânica, Produção ou Elétrica, Engenharia Ambiental ou Química;
Desejável domínio de inglês;
Desejável domínio do Pacote Office.Etapas do processo:
Inscrição on line;
Testes on line de inglês, conhecimentos gerais e raciocínio lógico;
Dinâmica de Grupo a serem realizadas na Consultoria On Time – RJ;
Entrevistas individuais com Consultoras On Time;
Dinâmica de Grupo com finalistas do processo seletivo na empresa Gerdau – Unidade Santa Cruz RJ;
Visita a fábrica Gerdau e entrevista com Gestores – Unidade Santa Cruz RJ;
Exame médico;
Início 2.a quinzena de setembro e 1.a quinzena de outubro de 2009 na Gerdau - Unidade Santa Cruz RJ.Benefícios:
Remuneração e benefícios competitivos.Se você:
Que está cursando os Cursos Técnicos e tem características de empreendedorismo, ambição, iniciativa, criatividade, busca contínua por aprendizado e está comprometido em fazer a diferença
Que está cursando Tecnólogo ou Superior e tem ambição, autoconfiança, foco no cliente, empreendedorismo, visão sistêmica, habilidade de comunicação, facilidade no relacionamento interpessoal , gosta de trabalhar em equipe , busca contínua por aprendizado e está comprometido em fazer a diferença.Então faça já sua inscrição no Programa Estagiário GERDAU Unidade Santa Cruz RJ – 2009.

ATENÇÃO: Caso tenha problemas na candidatura enviar e-mail para suporte@ontime.srv.br

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Blog Dos END no ORKUT

Venho divulgar a criação de um perfil e uma comunidade no ORKUT, canal de comunicação que facilitará e muito a interação e participação de todos.

Para acessar a comunidade clique abaixo:
http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=93936294


Para acessar o perfil clique abaixo:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=4244871827775216039

Para você poder ir direto para a comunidade e para o perfil, é necessário que você esteja logado no ORKUT.

Agradeço a participação de todos e nos vemos lá.

Abraços,
Leonardo Barros.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

INSTRUÇÕES TÉCNICAS DE PM

Como forma de agilizar o download das Instruções Técnicas, resolvi colocar um link na parte superior direita, em Links Importantes, com um atalho para elas.
Qualquer problema é só entrar em contato conosco.
Abraços,
Leonardo Barros.

Novas regras vão exigir uma Petrobras turbinada

A decisão do governo federal de transformar a Petrobras na única operadora da camada do pré-sal na área ainda não concedida (107 mil quilômetros quadrados de extensão) vai exigir da estatal um volume de investimentos e de contratação de pessoal muito superior ao crescimento da empresa nos últimos anos e também muito acima dos valores previstos no plano estratégico da companhia. Entre 2002 e 2008, a empresa contratou 27,5 mil funcionários, um aumento de 59%, e ampliou sua produção de 1,812 milhão de barris por dia para 2,4 milhões de barris/dia, uma alta de 32%. Pelo seu plano estratégico, a empresa projeta chegar a 2013 com uma produção total (petróleo e gás, no Brasil e no mundo) de 3,655 milhões de barris/dia, um crescimento de 52% em relação ao volume de 2008. Para alcançar esse objetivo, ela planeja investir US$ 174,4 bilhões entre 2009 e 2013, dos quais US$ 104,6 bilhões em exploração e produção, dos quais 12% fora do país.

Do total em exploração e produção, US$ 28,9 bilhões são para desenvolver a produção no pré-sal já concedido à companhia - ela prevê chegar a 2013 produzindo 157 mil barris de petróleo por dia extraídos dessa área. Até 2020 os investimentos saltam para US$ 110 bilhões no pré-sal, que permitirão uma produção de 1,8 milhão de barris por dia só naquela região.

As projeções do plano estratégico 2009-2013 incluem apenas a produção no pré-sal de campos licitados sob o regime de concessão, entre os quais Tupi, Guará, Iara e Júpiter, só para citar alguns. Ele será atualizado no próximo ano, quando a Petrobras também terá de incluir os investimentos para produzir os 5 bilhões de barris de petróleo que receberá da União no processo de capitalização.

Mesmo sem os novos campos que vai deter quando, e se, a nova legislação for aprovada, o extraordinário volume de investimentos necessários já era considerado muito elevado. O diretor-financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, explica que a companhia ainda não fez projeções a esse respeito nem sobre o número de funcionários que precisará no futuro. "Isso será objeto de uma revisão do nosso plano de negócios depois que o projeto de Lei (da Capitalização) for aprovado".

Mas tanto Barbassa quanto o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, estão seguros de que a companhia já demonstrou uma extraordinária capacidade de levantar recursos ao captar US$ 31 bilhões de financiamento entre janeiro e junho deste ano, mesmo em momentos de crise no mercado de crédito. Gabrielli destacou que o atual plano de investimentos da companhia a torna a maior compradora do mundo de vários equipamentos e sistemas de produção de petróleo. E as novas regras do pré-sal, que estabelecem um participação mínima de 30% em todos os consórcios como operadora trarão um "poder de escala gigante", nas palavras de Gabrielli. Hoje a companhia responde por 85% da produção de petróleo do país - que é maior em extensão do que a parte americana do Golfo do México - e tem garantido um naco de pelo menos 30% do pré-sal, sendo operadora em todas as áreas. Para Gabrielli, esse privilégio é merecido.

Sem nenhuma modéstia o presidente da Petrobras diz que ela é a melhor e a maior especialista em produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas do mundo, detendo 23% da operação desse tipo, contra os 14% da segunda colocada. A companhia tem 45 plataformas de produção (FPSOs) sob seu controle entre as 255 plataformas desse tipo em operação no mundo. É de longe a operadora da maior frota de sistemas de produção, frisou Gabrielli.

Almir Barbassa estima que nos próximos cinco anos a cessão onerosa, por parte da União, de até 5 bilhões de barris para a companhia deve aumentar em US$ 10 bilhões os investimentos da companhia no pré-sal.

"Se nós adquirirmos mais esses 5 bilhões, deve representar 30% a mais, mais US$ 10 bilhões. Nos próximos cinco anos não tem um impacto significativo. O impacto maior virá no futuro, mas no futuro já teremos uma produção muito diferente da de hoje, um fluxo de caixa maior, um rebalanceamento do conjunto de projetos", frisou Barbassa.

José Sergio Gabrielli não antecipa nenhum problema com as companhias de petróleo que terão de aceitar a Petrobras como operadora no pré-sal, nem espera ter como sócios companhias financeiras ou sem capital técnico, dizendo que isso é vetado na nova legislação. Lembrou que atualmente a BP e a Shell prestam serviços no Iraque e por isso acha que elas terão interesse no pré-sal. "Não somos o pior operador do mundo, ao contrário, somos os melhores", disse, frisando que ter a Petrobras como operadora do pré-sal é uma "escolha natural".

Alguns bancos de investimento, como o Credit Suisse e o Itaú melhoraram a avaliação dos papéis da Petrobras no novo modelo. Para o Credit Suisse, a Petrobras "é uma das companhias de petróleo mais promissores do mundo".

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, disse que em todos os projetos onde será sócia de outras empresas no regime de partilha de produção, os sócios poderão ter certeza que a Petrobras vai obedecer "as melhoras práticas" do setor. E elas também protegerão a companhia no caso, por exemplo, de alguma empresa propor à União uma determinada participação em petróleo que tire a rentabilidade do projeto. "É importante lembrar que nessa indústria, pelos riscos existentes, existe uma cultura que no fim das contas prevalece. E a possibilidade de vir algum aventureiro que atue fora das melhores práticas seria discutível", disse Estrella, lembrando que caberá à Petro-Sal avaliar e rejeitar propostas de produção em partilha que forem consideradas "inexequíveis".

Em Vitória, no Espírito Santo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que o "privilégio" dado à Petrobras de ter 30% em todos os blocos foi devido a ela ter "competência para exercer a função de ser a única operadora". Segundo ele, o Brasil está seguindo caminho semelhante ao trilhado por outros grandes produtores de petróleo. "Quando (o país) tem pouco petróleo e tudo que vai explorar é de alto risco, se oferece mais vantagens para a empresa que quer colocar dinheiro ali. Mas quando tem petróleo e pode oferecer aos investidores a certeza que não tem risco, aí o país exige muito mais do que se tivesse risco", disse Lula.

Segundo Lula, o marco regulatório do pré-sal está bem feito e foi muito bem trabalhado por pessoas "da maior competência" no país. O Congresso, segundo ele, pode contribuir para melhorar os projetos. "Pela minha experiência, na maioria das vezes, o Congresso ajuda a aperfeiçoar as coisas que estamos fazendo", afirmou. Lula disse sonhar que o Brasil tenha uma indústria petroquímica das maiores do mundo. E para isso precisa ter uma indústria de petróleo forte, afirmou. Perguntado sobre os resultados exploratórios no pré-sal, Lula disse que as informações que dispõe são as melhores possíveis.

(Fonte: Valor Econômico/Cláudia Schüffner e Rafael Rosas, do Rio/Colaborou Francisco Góes, de Vitória)