segunda-feira, 4 de maio de 2009
Ishibrás para plataformas
Rio de Janeiro - A diretoria da Petrobras autorizou a negociação para o arrendamento da área do estaleiro Ishibrás, no Rio de Janeiro, informou o diretor de serviços da empresa, Renato Duque. O objetivo, segundo o diretor, é aproveitar a área para garantir a construção de plataformas, o que seria feito por outra empresa escolhida pela Petrobras."Estamos interessados em arrendar aquela área com objetivo de construção de navios e plataformas tipo FPSOs. Como a gente tem o dique seco em Rio Grande, a gente arrenda depois disponibiliza essa área para quem quiser", informou sexta-feira o diretor recém-chegado de um "road show" pela Ásia para atrair estaleiros e fornecedores para o Brasil. "Nós temos dois FPSOs para Iara e Guará que poderiam ser feitos nessa área perfeitamente", disse Duque, referindo-se aos dois próximos campos que serão explorados no pré-sal depois de Tupi, que iniciou na última sexta-feira o Teste de Longa Duração.O diretor da estatal ressaltou que alguns estaleiros internacionais demonstraram recentemente interesse de vir para o Brasil. Duque voltou há alguns dias de uma viagem à Ásia, que contou também com o diretor financeiro da companhia, Almir Barbassa, e com representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)."Os estaleiros querem vir para o Brasil, mas ainda não fechamos nada", afirmou, citando entre os possíveis candidatos os coreanos STX, Hyundai e DSME (Daewoo), com quem fizeram contatos.A Petrobras está em campanha para aumentar o número de fornecedores no Brasil para atender a grande demanda por equipamentos e serviços que a exploração na região do pré-sal formará no País. O objetivo da empresa é garantir o maior nível possível de conteúdo nacional na sua operação, seguindo determinação do governo federal.A inglesa Wellstream foi a vencedora da concorrência para fazer o fornecimento das primeiras linhas do Teste de Longa Duração (TLD) do campo de Tupi, informou o vice-presidente da companhia, Jessé Vasconcellos. Foram fabricados cerca de 13 quilômetros de dutos flexíveis, com diâmetros de quatro e seis polegadas.A empresa já fornece linhas para a Petrobras há dez anos. A fábrica brasileira foi inaugurada em maio de 2007, na Ilha da Conceição, em Niterói (RJ). "Nós abrimos a operação no Brasil com uma capacidade de fabricação de 150 quilômetros por ano de linhas flexíveis. E, em abril deste ano, nós aumentamos a capacidade para 270 quilômetros/ano. Isso, basicamente, para atender à demanda do mercado interno, quer seja da Petrobras, quer seja de outras operadoras independentes", disse Vasconcellos.O contrato da empresa com a Petrobras é de US$ 1,1 bilhão, para fornecimento de 880 quilômetros de tubos flexíveis e acessórios entre os anos de 2009 e 2012. A produção dos dutos no Brasil representa economia para a Petrobras e as demais operadoras, principalmente no que se refere à questão do conteúdo nacional e à redução em custo de frete.Vasconcellos explicou que as linhas flexíveis são transportadas por mar, em bobinas de 9 metros, com 250 toneladas. A fábrica da Wellstream, que possui também um terminal portuário de uso misto privado, licenciado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), permite receber os navios instaladores diretamente. "Isso desonera o frete das linhas para a Petrobras e as outras operadoras."O frete está atualmente em torno de US$ 50 mil por bobina. "É uma economia real, além da flexibilidade, conteúdo nacional e geração de empregos", afirmou. A fábrica da Wellstream em Niterói gerou 1.000 empregos diretos e cerca de 3.000 indiretos. Vasconcellos disse que 80% da matéria-prima utilizada pela empresa no Brasil deverão ser nacionais.(Fonte: Gazeta Mercantil/Reuters)
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Petrobras e UFRJ inauguram laboratório para pesquisas do pré-sal
A UFRJ inaugura hoje (30) na Coppe/UFRJ, no Rio de Janeiro, o Laboratório de Corrosão e Ensaios não Destrutivos (LNDC). A inauguração contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli. Fruto de uma parceria entre a Petrobras e a UFRJ, o laboratório recebeu até o momento investimentos de R$ 26 milhões por parte da Petrobras. Até 2011 estes investimentos totalizarão cerca de R$ 30 milhões. O LNDC será um dos mais avançados do mundo para ensaios de corrosão, inspeção de materiais e soldagem, com especial importância para os testes e pesquisas necessários à produção no Pré-sal.Os desafios tecnológicos do pré-sal requerem testes em condições singulares, similares àquelas encontradas nos campos descobertos. O LNDC foi concebido para viabilizar testes em elevadas pressões e temperaturas e com presença de fluidos corrosivos.A construção deste laboratório faz parte da estratégia da Petrobras de investimentos em infraestrutura experimental e em formação de recursos humanos nas universidades e institutos de pesquisa brasileiros, em um modelo de relacionamento sustentável, através da formação de redes de parceria tecnológica nas áreas de interesse estratégico da companhia. Através dessa estratégia a Petrobras tem investido cerca de R$ 400 milhões por ano, desde 2006, em 36 diferentes redes temáticas, envolvendo cerca de 100 universidades e institutos de pesquisa em todo o país. Por meio dessas parcerias tecnológicas está sendo construído no Brasil um parque tecnológico com nível de excelência internacional nas áreas de petróleo, gás natural e energia.
Fonte: Portos e Navios
Fonte: Portos e Navios
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Pré-sal só é viável com o petróleo a US$ 60, diz BP
Valor é pelo menos 50% superior ao estimado por governo e PetrobrasPreço do barril caiu cerca de US$ 100 desde julho de 2008, e empresas do setor cortam investimentos para novas descobertasA BP (British Petroleum), a segunda maior companhia petroleira europeia, afirmou que a exploração de petróleo em águas profundas no Brasil, como é o caso do pré-sal, é viável comercialmente apenas com o barril valendo ao menos US$ 60. A afirmação contrasta com as mais recentes declarações do governo brasileiro, que estima que o barril deva valer entre US$ 30 e US$ 40.Nos últimos meses, com a queda na cotação do barril nos mercados internacionais, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, vêm afirmando que a exploração do petróleo do pré-sal é viável mesmo com o preço atual -que gira em torno de US$ 40. Em seu plano de investimentos para os próximos anos, a Petrobras usa como referência a cotação do petróleo a US$ 37 o barril.A visão do grupo britânico, no entanto, é diferente da brasileira. Para a BP, o preço do barril precisa subir logo para que ela não precise se endividar para conseguir manter seu nível de investimento.De acordo com ela, se a recuperação na cotação demorar a chegar, as empresas petrolíferas ficarão em uma situação cada vez mais desconfortável.Para chegar ao nível desejado pela companhia britânica, o preço do barril precisaria subir cerca de 50% em relação à cotação atual. Não faz muito tempo que a commodity valia ao menos US$ 60: a última vez ocorreu no início de novembro do ano passado. O problema é que a cotação do produto, que chegou ao recorde de US$ 145,29 em julho do ano passado, vem despencando, após ficarem mais claros os sinais de que a economia mundial está em crise e que o consumo de combustível deverá cair. O FMI estima para este ano o menor avanço do PIB global desde 1945.Uma das consequências na queda do preço do barril foi sentida no balanço das grandes empresas petrolíferas mundiais. A ExxonMobil, a maior petroleira com ações negociadas em Bolsa do mundo, teve uma queda de 33% no lucro do quarto trimestre. A sua principal rival, a Shell, teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões no período, e a BP perdeu US$ 3,3 bilhões, o primeiro resultado negativo em sete anos.O recuo na cotação também é observado nos investimentos globais para a descoberta de novos poços e, consequentemente, a manutenção do fornecimento do produto. No final do ano passado, a AIE (Agência Internacional de Energia) alertou sobre que os gastos para a descoberta de petróleo estão abaixo do necessário, com vários projetos sendo adiados.
(Fonte: Folha de S.Paulo/Com o "Financial Times")
(Fonte: Folha de S.Paulo/Com o "Financial Times")
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Odebrecht participará da construção de submarinos no País
A Construtora Norberto Odebrecht será sócia na construção dos cinco submarinos contratados pelo Brasil junto à França - um negócio estimado em 7 bilhões de euros (R$ 21,4 bilhões) ao longo de 20 anos, acertado no fim de 2008 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva com seu colega francês, Nicolas Sarkozy. A DCNS, empresa que tem 75% de suas ações controladas pelo Estado na França e 25% pela Thales, afirmou que a Odebrecht foi escolhida por sua especialização nas áreas nuclear e de offshore. Formará com os franceses uma joint venture para fazer as embarcações.A empreiteira construirá ainda o estaleiro onde as embarcações serão montadas e uma nova base naval no Porto de Sepetiba, no Rio. O contrato entrará em vigor no segundo semestre.Um porta-voz da empresa, pedindo anonimato, disse que o projeto "é o contrato mais importante já assinado pela DCNS". Será a primeira parceria industrial DCNS-Odebrecht. Segundo o porta-voz, "a Odebrecht tem um painel de atividades, assim como projetos industriais na área nuclear e de offshore, que correspondem à realidade do projeto dos submarinos". Ele reforçou que "essas atividades são complementares às da DCNS". A empresa francesa não divulgou cifras do negócio, considerado confidencial.A joint venture construirá, com assistência da DCNS, os quatro submarinos convencionais Scorpène, a propulsão diesel-elétrica. Cada um terá menos de 75 metros de comprimento, deslocará até 2 mil toneladas na superfície e poderá levar de 30 a 45 pessoas. Terá sistemas de torpedos pesados de nova geração e poderá ser equipado com mísseis antinavio.Montagem - O primeiro submarino será em parte feito na França, em Cherbourg - os outros terão seus cascos montados no Brasil, depois de manufaturados na Nuclep, em Itaguaí (RJ). A DCNS dará assistência para o design da parte não nuclear do submarino nuclear, a ser feita pela joint venture, e às obras para construção do estaleiro e da nova base. A DCNS alegou confidencialidade para não revelar valores e data de entrega de quatro das cinco embarcações. A primeira estará operacional em 2015.Desde o início, o estaleiro a ser construído pertencerá à Marinha do Brasil, que vai cedê-lo à joint venture DCNS-Odebrecht para a construção dos submarinos. Serão abertas vagas de trabalho para 500 pessoas ao longo de 20 anos. Outras empresas francesas, como Thales, Jeumont Electric e Sagem, também participarão do projeto, como fornecedoras de equipamentos. Equipes de engenheiros e técnicos brasileiros serão reunidas em Cherbourg, durante a fabricação da parte do primeiro submarino. Mais de cem empregados da DCNS trabalharão no Brasil, entre permanentes e temporários.O grupo DCNS tem 13 mil funcionários em dez localidades da França e tem faturamento de 2,8 bilhões de euros. O grupo tem filiais na Grécia, Arábia Saudita, Malásia, Cingapura, Índia e Itália. Tem mais de 50 governos como clientes.A assessoria da Odebrecht informou que caberia à Marinha do Brasil comentar o assunto. Procurado, o Ministério da Defesa não respondeu à reportagem.
(Fonte: Diário da Manhã - Goiânia - Goiânia,GO/Agencia Estado)
(Fonte: Diário da Manhã - Goiânia - Goiânia,GO/Agencia Estado)
sábado, 17 de janeiro de 2009
Petrobras alega preço alto e cancela construção de P-61
A Petrobras cancelou a licitação para construção da plataforma P-61, destinada ao campo de Papa Terra, na bacia de Campos. A estatal considerou alto o preço apresentado para a unidade, a primeira plataforma tipo TLP (Tension Leg Plataform) a ser construída no Brasil. Em nota, a empresa afirma que irá analisar as "alternativas" para o projeto. A Modec, em parceira com o estaleiro MacLaren, de Niterói (RJ), apresentou o menor preço, de US$ 1,6 bilhão.No fim de dezembro, o MacLaren informou que vencera a licitação para fazer a plataforma em parceria com a Modec. O projeto original da P-61 previa que a plataforma fosse provida de sonda de perfuração e a sua produção seria processada por outra unidade que iria operar junto dela no mesmo campo, a P-63. Fontes do setor disseram que a licitação da P-63, cujo melhor preço foi apresentado pela Quip, também foi cancelada pela Petrobras. Até o fechamento desta edição, a estatal não havia confirmado o cancelamento da P-63.A expectativa é que Petrobras convoque novamente as empresas para renegociar os preços das plataformas P-61 e P-63. No caso da P-61, existe a possibilidade de que a estatal chame todas as empresas que participaram da concorrência para que elas apresentem novas propostas. Segundo fontes da indústria, três empresas estrangeiras - além da Modec, a Floatec e a SBM - que possuem design próprio de TLPs apresentaram propostas para a P-61. Essas empresas devem subcontratar estaleiros nacionais para fazer o projeto.Um executivo do setor disse que se as negociações não chegarem a bom termo, a Petrobras poderá cancelar definitivamente a construção da P-61 para Papa Terra além de refazer o projeto da P-63. Plataformas do tipo de TLP, como a P-61, têm custo menor do que os sistemas tradicionais de produção utilizados pela Petrobras, baseados no uso de navios plataforma, os chamados FPSOs. Nas TLPs, porém, os poços precisam ser perfurados próximos à unidade enquanto, nas FPSOs, eles podem estar distantes até 30 quilômetros da embarcação, sendo conectados por meio de linhas flexíveis e outros equipamentos.
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes, do Rio)
Fonte: Valor Econômico/Francisco Góes, do Rio)
sábado, 10 de janeiro de 2009
Mac Laren constrói 1º dique seco do Sudeste
O estaleiro Mac Laren começou este mês as obras do primeiro dique seco da Região Sudeste, em Niterói, no estado do Rio de Janeiro. O projeto tem investimento de R$ 141 milhões e deve ser concluído em cerca de 12 meses, segundo a presidente do grupo Mac Laren Oil, Gisela Mac Laren.O dique seco de Niterói é um dos três em construção no Brasil - os outros ficam em Pernambuco e no Rio Grande do Sul. O empreendimento terá largura de 130 metros por 150 metros de comprimento e 13 metros de profundidade.Aproximadamente 8 mil pessoas vão trabalhar durante as obras. As dimensões do dique seco permitem a realização de reparos e construção de plataformas semi-submersíveis, navios-plataforma do tipo FPSO (unidade flutuante de produção, armazenamento e escoamento de petróleo) e navios de apoio offshore de grande porte. Gisela disse que o dique está localizado à distância aproximada de dois dias de navegação das principais bacias petrolíferas brasileiras, as de Campos, Santos e do Espírito Santo, enquanto os outros dois, no Rio Grande do Sul e em Pernambuco, ficam a 10 dias."Com isso, o valor do transporte será menor, assim como o tempo de paralisação das unidades, quando tiverem de entrar em manutenção, será reduzido. Com o nosso dique será possível reverter o processo de ida de projetos de plataformas de petróleo e navios de apoio offshore de grande porte para outros países ou estados", afirmou ela.Entre os projetos que o dique seco do estaleiro Mac Laren vai comportar está a plataforma P-61. No final de dezembro, a Petrobras anunciou que o consórcio formado pelas empresas Modec e Mac Laren venceu a licitação para fazer a P-61, que custará ao todo US$ 1,7 bilhão (R$ 3,8 bilhões) e levará 34 meses para ficar pronta. A plataforma faz parte do projeto do campo de Papa Terra, na Bacia de Campos."O projeto do dique foi muito importante para ganharmos a licitação da P-61. A Mac Laren fez acordo de exclusividade com a Modec, pelo qual nós entraremos com a tecnologia para construção da plataforma enquanto a Modec, que possui cinco plataformas do tipo Tension Leg Platform (TLP) operando no mundo, possui a tecnologia para operar. Ter sido escolhido como o estaleiro brasileiro da Modec demostrou a confiança dela na nossa competência e capacidade de execução", explicou Gisela.A unidade será a primeira plataforma tipo TLP a ser construída no Brasil. Esse modelo de plataforma é usado no Golfo do México, nos Estados Unidos, e a Petrobras está começando a testá-lo no País para os campos do pré-sal. A Petrobras poderá mudar, no futuro, seu sistema de produção em mar, se os testes com as TLPs forem satisfatórios."A P-61 será o maior projeto na área de construção naval que Niterói vai ter nos próximos anos, com um enorme impacto na economia do estado", afirmou.Cada TLP pode ser conectada a mais de um poço, desde que próximos dela. Esse sistema tem custo menor, mas os poços precisam ser perfurados próximos à unidade, enquanto nas FPSOs eles podem estar distantes até 30 quilômetros da embarcação, conectados por meio de linhas flexíveis e outros equipamentos."Ainda poderá ser feita uma rodada de discussões entre a Modec e a Petrobras para adequação de custos, mas esperamos começar as obras da P-61 o mais rapidamente possível", disse.A presidente do grupo afirmou que a crise mundial não afetou o setor. "A construção naval vem oscilando entre momento de crise e fartura, em um movimento ligado principalmente ao preço do barril do petróleo e às estratégias de desenvolvimento dos campos de petróleo nacional. A crise não nos afetou e não altera nossos planos. Entendemos que o preço baixo do petróleo agora é uma situação pontual. No próximo ano a cotação deverá voltar a níveis que justificarão os investimentos", afirmou Gisela.(Fonte: Jornal do Commercio/RJ/CAROLINA ELOY)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Outro questionário de LP para prova teórica da Abende.
É estudar e passar!!!
Mais uma vez, venho confirmar o compromisso de colocar material didático à disposição de todos para ampliarmos os nossos conhecimentos!!!
Eis o link para download do Questionário:
http://rapidshare.com/files/181564780/Question_rio_L.P_Prova_Te_rica.doc
P.S.: Ainda aguardando a colaboração de todos na disponibilização de material!
Mais uma vez, venho confirmar o compromisso de colocar material didático à disposição de todos para ampliarmos os nossos conhecimentos!!!
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P.S.: Ainda aguardando a colaboração de todos na disponibilização de material!
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
País poderá ter mais dois estaleiros, aponta estudo
O Brasil tem demanda reprimida para a instalação de dois novos estaleiros. Levantamento realizado pelo Centro de Estudos em Gestão Naval (CEGN), ligado ao Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), aponta que falta ao País capacidade de construção de seis a oito embarcações por ano, especialmente devido aos pedidos feitos pela Petrobras.Existe atualmente demanda consolidada de 14 navios de apoio portuário até 2020, ao passo que a capacidadede construção do País para este tipo de embarcação é de apenas 11. Há ainda pedidos e licitações concluídas para aquisição de cargueiros e sondas para exploração offshore.A discussão em torno desta carência por embarcações ocorreu durante o workshop Construção Naval para Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural no Litoral Paulista,que reuniu autoridades, pesquisadores e empresários do setor, no último mês, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo. Durante o encontro, os participantes propuseram soluções para que a Baixada Santista atraia novas plantas da indústria naval.A proximidade com a Cosipa, maior fabricante nacional de aço naval, proporciona ganho de competitividade às cidades do Litoral Paulista, em uma possível queda de braço com outras regiões do estado ou do País. As condições naturais do estuário águas abrigadas e boa profundidade de navegação também contam a favor. No entanto, a inexistência de áreas com tamanho suficiente para receber este tipo de empreendimento no canal onde está instalado o Porto de Santos é, hoje, o principal entrave."A demanda de espaço é de 120 mil metros quadrados, em média, para cada um desses estaleiros. Eu não sei quais das áreas são propícias na Baixada", afirmou o coordenador do estudo da USP, Marcos Pinto. Para ele, "certamente" seria possível a adequação de glebas também na Área Continental de Santos mas seria necessário mais tempo para a viabilização. "Falta o estado atrair o estaleiro. Santos ficou com o estigma de dificuldades ambientais. Agora existe uma nova postura, um tratamento muito profissional da questão eacho que o quadro vaise reverter em pouco tempo".O coordenador-executivo da Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg), José Roberto dos Santos, por sua vez, praticamente descarta a instalação de estaleiros na Baixada Santista. "Para construir plataformas e sondas, por exemplo, que são as construções navais com maior valor agregado, é necessária uma área maior. Na Baixada há áreas menores, com 200 mil a 300 mil metros quadrados. Não há como colocar um estaleiro lá".Para o representante do Cespeg, o Porto de Santos é ideal para receber um estaleiro especializado na construção de navios de apoio a plataformas para exploração de petróleo e gás, como o da Wilson, Sons, que opera na Margem Esquerda único em funcionamento no Estado. A região poderia ainda receber unidades de reparos navais e de montagem.Na tentativa de viabilizar empreendimentos, a equipe da Cespeg tem acompanhado visitas de empresários interessados em plantas para o setor naval a Santos, Cubatão e, em menor escala, a Guarujá."Existe um grupo de empresas interessadas. Por isso, estamos buscando áreas nessas cidades, de preferência alfandegadas e fora do porto organizado", de acordo com Santos.BandeirantesO presidente da Companhia Bandeirantes de Armazéns Gerais, Antonio de Mello Awazu, que também participou do workshop em São Paulo, disse que sua empresa está operando, em fase de testes, em um terreno localizado próximo à Cosipa, em Cubatão. "Estou vocacionando esta área para a construção de embarcações de suporte a plataformas no próximo ano. Como ela (a área) fica numa curva, não é boa para navios com mais de 150 metros de comprimento, mas não há problemas com relação a PSVs (navios de apoio a plataformas) de 100 metros".(Fonte: A Tribuna/Santos,SP/SAMUEL RODRIGUES)
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